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Prevenção da violência na primeira infância

22/10/2018 - 12h

  Saúde em pauta
Prevenção da violência na primeira infância
Quais as maneiras para educar sem agir com violência? Veja a resposta para essas e outras perguntas que surgem entre os pais

É possível educar sem bater, sem recorrer a castigos físicos? Foi justamente para promover um novo modo de pensar a criação das crianças que, em 2014, foi criada a lei 13.010. O objetivo é incentivar um novo tipo de relação entre pais e filhos. Uma relação guiada pelo diálogo, afeto e empatia.
 
Educar exige paciência, determinação, tolerância e disciplina. É na infância que os pais irão contribuir para a construção da identidade da criança. O período de zero a seis anos de idade é a fase importante para a formação da criança como cidadão apto à convivência social.
 
É também na primeira infância que ela irá absorver emoções que no futuro irão ajudar no seu desenvolvimento. Isso quer dizer que o boom desenvolvimento cognitivo e emocional na infância estão diretamente relacionados ao modo como ocorreram as relações de afeto com seus pais ou cuidadores.
 
Pesquisas revelam que os castigos físicos prejudicam o desenvolvimento das crianças e as tornam adultos que reproduzem a violência em suas relações, por entender que esse é o caminho a ser seguido para a resolução de problemas. Mas como educar? Veja algumas dicas!
 
Seja autoridade e não autoritário
Ser autoritário é muitas vezes agir com arrogância. Bater, gritar ou usar a força não faz com que a criança perceba os pais como autoridade. Com autoridade se ganha confiança e domínio das situações. A dica é ter postura firme e segura.
 
Explique o sim e o não
Dizer não sem dizer que o sim também existe pode fazer com que a criança cresça sempre com o não na ponta da língua. Dessa maneira, o não poderá ser a resposta mais frequente que ele dará aos pais.  Portanto, seja firme no pedido e faça-o pensar sobre o comportamento inadequado.
 
Estabeleça normas e regras claras
Quando os pais são confrontados devem ser firmes, dialogar, não gritar e nem dizer que por ser criança, ela não sabe o que está dizendo. Crie as regras e coloque-as em prática.
 
Olhe nos olhos
Fale com a criança olhando diretamente nos olhos, sem gritar ou perder o controle. Se for preciso, segure-o com firmeza, mas com amor.
 
Procure ajuda, se necessário
Em alguns casos, a situação fica sem controle, com discussões constantes. A recomendação dos especialistas é buscar ajuda de psicólogo ou pedagogo, por exemplo. Essa atitude é importante para evitar problemas mais graves na adolescência.

Fonte: Unimed do Brasil

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